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Entrevista a Tiago Machado: “A nossa Volta continua a ser uma das grandes provas do mundo”

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Dez anos separaram Tiago Machado da Volta a Portugal. Em 2019, com a equipa Sporting-Tavira, regressou ao pelotão nacional, após nove anos a protagonizar grandes exibições ao mais alto nível no pelotão internacional. Radioshack, NetApp-Endura e Katusha foram as esquadras nas quais se destacou pela qualidade manifestada nas maiores corridas mundiais, desde as três grandes voltas, as famosas clássicas e até as corridas norte-americanas.
Embora não sejam necessárias apresentações, relembramos apenas alguns dos brilhantes resultados obtidos além-fronteiras, não esquecendo as marcantes performances enquanto gregário dos melhores ciclistas internacionais: vitória do Tour de Slovénie, pódio no Santos Tour Down Under, Giro del Trentino, Critérium International, entre tantos outros.
Aos 33 anos, Tiago Machado decidiu regressar ao pelotão do seu país de origem, sendo um dos trunfos da equipa Sporting-Tavira na 81ª edição da Volta a Portugal, a qual terminou em 15º na geral individual.

Após um ano …

Entrevista a Joni Brandão: “Queria muito ter ganho a Volta a Portugal”

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A poucos meses de celebrar o 30º aniversário, Joni Brandão (Efapel) levou a discussão da 81ª Volta a Portugal Santander até ao último cruzar de linha na Avenida dos Aliados. Partiu de camisola amarela para o decisivo contra-relógio individual com o mesmo tempo de João Rodrigues (W52-FC Porto), que acabou por ganhar a prova rainha com 27s de vantagem. Repetiu o segundo lugar do pódio, alcançado já em 2018 e 2015, mostrando ao longo da época e na Volta a Portugal o melhor Joni de sempre, conseguindo o feito de levar a discussão entre duas equipas até ao último segundo da mais mediática prova lusa, algo que não sucedia desde 2012 com a vitória de David Blanco (Efapel-Glassdrive) por 22 segundos sobre Hugo Sabido (LA Alumínios-Antarte).

Com que sabor saíste da Volta a Portugal?
“Na altura, acabei por estar um pouco triste comigo mesmo, porque queria muito ter ganho a Volta a Portugal. A equipa trabalhou toda para mim. Sabíamos que a vitória era difícil e fizemos tudo o que estava ao nosso a…

Entrevista a Luís Gomes: “Agora, sinto-me mais forte”

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Luís Gomes cumpriu o sonho de vencer uma etapa na Volta a Portugal. Aos 25 anos de idade, triunfou no alto da Serra do Larouco, ao final da sétima jornada, que viveu integrando uma fuga vitoriosa. Nesse dia, já o corredor da Rádio Popular-Boavista envergava a camisola de rei da montanha, que acabou por conquistar no final da 81ª edição da prova rainha lusa.

O que se sente ao ganhar uma etapa e a camisola da montanha da Volta a Portugal?
“É um sentimento muito especial. Tive sempre o sonho de conquistar uma etapa na Volta. Este ano propus-me a conquistar a camisola da montanha. Foi difícil, mas consegui e sinto-me muito feliz.”
A Rádio Popular-Boavista já ia com o objectivo da camisola da montanha traçado?
“Não. Passou a ser objectivo quando na etapa da Serra eu ia escapado. Ao início, não era esse o objectivo, mas sim tentar chegar com o maior tempo possível à Serra da Estrela, para depois tentar discutir a etapa ou ajudar os meus colegas mais à frente. Como o pelotão não deu a vantagem q…

Vítor Soares: “O que aqui é dito fica no segredo dos Deuses”

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No decorrer da 81ª Volta a Portugal Santander, tivemos o privilégio de assistir a uma sessão de osteopatia de Vítor Soares com o corredor Jesus del Pino, da equipa Vito-Feirense-Pnb, após a terceira etapa, de 194,1 quilómetros, entre Santarém e Castelo Branco. Reconhecido como um dos melhores profissionais na sua área, Vítor Soares guiou-nos através das suas mãos pelo mundo da osteopatia aplicada ao ciclista.


Como tudo começou
“Trabalho no ciclismo desde o tempo do Joaquim Andrade [actual director desportivo da Vito-Feirense-Pnb]. Através de uma lesão que ele trouxe na altura, de jogar futebol na pré-época, consegui resolver-lhe o problema e, a partir daí, passei a tratar sempre do Joaquim até terminar a sua carreira de ciclista profissional.
“Através dele, vieram muitos outros… Carlos Pinho [actual mecânico da Vito-Feirense-Pnb e por duas vezes rei da montanha da Volta a Portugal], Carlos Carneiro, Cândido Barbosa, Filipe Cardoso, Rui Costa, o qual acompanhei três anos na Volta ao Futur…

Henrique Casimiro: “Consegui, felizmente consegui!”

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A um segundo da vitória da etapa-rainha no Alto de Montejunto, mas com 30 segundos de vantagem na conquista da classificação geral, Henrique Casimiro (Efapel) agarrou a tão desejada camisola amarela do 42º Grande Prémio Internacional de Torres Vedras / Troféu Joaquim Agostinho. Se esta prova tem um cariz especial, dada a sentida homenagem ao carismático Joaquim Agostinho, hoje somou mais um terno significado pela mão do ciclista alentejano: a vitória dedicada à filha, que perdeu há seis anos.
“Isto começou há seis anos, é uma história que pouca gente conhece. Às vezes, as pessoas pensam que nós somos máquinas. Não somos máquinas. Atravessamos fases complicadas na vida e há seis anos começou um calvário. Tivemos cerca de três anos um bocado complicados para digerir uma perda, que ninguém está à espera. Foi precisamente na última etapa do Troféu Joaquim Agostinho, em 2013, quando ao cruzar a linha de meta tive a pior notícia da minha vida [a perda da filha]. Nós pensamos que somos muito …

Henok Mulubrhan, à conquista de um lugar no ciclismo europeu

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Henok Mulubrhan, de 19 anos, é um dos três jovens eritreus que actualmente integram o Centro Mundial de Ciclismo da UCI, em Aigle, Suíça. Aberto em 2002, este Centro abre anualmente as portas a muitos jovens que, como Henok, sonham em ser ciclistas profissionais. O caminho é árduo e sem facilidades, mas no horizonte têm exemplos de sucesso: o britânico Chris Froome (Team Ineos) e os eritreus Merhawi kudus (Astana), Natnael Berhane (Cofidis) e Daniel Teklehaimanot são quatro dos nomes mais conhecidos que passaram pelo Centro Mundial de Ciclismo. Também os portugueses estiveram em Aigle, Ivo Fernandes em 2006 e, mais recentemente, Tiago Antunes (SEG Racing Academy) em 2018.
A oportunidade de HenokMulubrhan ingressar no Centro Mundial de Ciclismo surgiu após dar nas vistas em provas no continente africano. “Depois de correr, em 2018, com a Selecção da Eritreia a Tropicale Amissa Bongo, no Gabão, e a Taça das Nações l’Espoir Blue Line, nos Camarões, a Isabel ajudou-me a contactar o Centro.…

João Matias nos Jogos Europeus de Minsk 2019

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De 21 e 30 de Junho, a cidade de Minsk, na Bielorússia, será palco dos Jogos Europeus e João Matias (Vito-Feirense-Pnb) estará de regresso ao local onde foi recentemente feliz ao alcançar três pódios em pista no Grande Prémio de Minsk - bronze em perseguição individual, corrida por pontos e na disciplina olímpica do omnium.
Nesta que será a segunda edição dos Jogos Europeus, João Matias irá representar Portugal nas vertentes de estrada (na prova de fundo) e de pista. Na prova de fundo, marcada para as 10h de 23 de Junho, o corredor da Vito-Feirense-Pnb será companheiro de Selecção de César Martingil (Sporting-Tavira), Daniel Mestre (W52-FC Porto), Nelson Oliveira (Movistar Team) e Rafael Silva (Efapel). Nas provas de pista, que irão decorrer entre os dias 27 e 30 de Junho, terá como companheiros de Selecção Rui Oliveira (UAE Team Emirates) e Miguel do Rego (CM Aubervilliers 93).

Expectativas de João Matias para os Jogos Europeus de Minsk:
“Vou um bocadinho às escuras na parte de estrada.…

Entrevista Amaro Antunes: "Neste momento estou simplesmente a ir dia-a-dia"

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Ele é o único ciclista português no 102º Giro d’Italia. Aos 28 anos, Amaro Antunes está a disputar a sua primeira grande volta ao serviço da WorldTour CCC Team. Com uma primeira semana pedalada, já deixou para trás 1504,8 quilómetros e nove etapas, ocupando o sétimo lugar na classificação geral. Pela frente tem ainda 2074 quilómetros, 12 etapas e os mais duros dias de montanha. No primeiro dia de descanso, Amaro Antunes concedeu-nos uma entrevista, na qual reflecte os primeiros dias vividos na sua estreia na Corsa Rosa.

Como vês a tua prestação no Giro durante a primeira semana?
A.A.: “Para ser sincero, tem sido uma surpresa até para mim, pelos problemas que tive anteriormente. Estar praticamente na dúvida de vir ou não até à última hora e conseguir terminar a primeira semana no Top 10 é para mim um motivo de orgulho e, acima de tudo, é algo que me deixa muito motivado para o que aí vem.”
Vês-te como líder da CCC Team?
A.A.: “Neste momento, estou simplesmente a ir dia-a-dia, até porque a …